Reduzo funcionários ou fecho. Guia de sobrevivência parte 1

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Precisamos abordar o assunto

Olá amigos, aqui é Clóvis luz Pessuti, Engenheiro e administrator, com mais de 30 anos de experiência e amplo conhecimento administrativo.

Estamos na “tempestade perfeita”que ocorreu com voce e mais milhares de donos negócios no Brasil ( e milhões no mundo ), numa economia que já não estava tão bem: Obrigado a fechar as portas e com um péssimo ambiente político e administrativo…

7 decisões difíceis para os líderes de TI | CIO
Ou você toma ou tomam por voce!!

Demitir pessoas e reestruturar a empresa não é tarefa fácil, mas é uma medida necessária em momentos difíceis. 

Estamos vivendo um período de crise econômica. A situação desfavorável do mercado reduz a demanda por serviços e produtos, leva as empresas a demitir funcionários e tentar cortar custos de qualquer maneira. A empresa pos-covid está dimensionada para um momento do país que ficou para trás.

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A epidemia pode fechar o seu negócio!

É um bom momento para cada gestor ou dono da empresa olhar para a trajetória de negócio. O que aconteceu nos últimos anos? Quase todos vão enxergar o seguinte: inicialmente, as empresas faziam muito com pouca gente. Com a bonança no Brasil, algumas empresas ficaram inchadas e a performance de parte dos funcionários passou a ser proporcionalmente menor. Como acontece em nossas vidas pessoais, é natural que a estabilidade leve a uma acomodação que resulte em um acúmulo de gordura. No caso das empresas, pode ser um número de funcionários maior do que o necessário e custos altos.

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Faça a necessária soultrip…

Feita esse reflexão, ficará mais fácil estruturar um processo de downsizing, enxergando onde estão as sobras na empresa e quais são as mudanças de estruturas possíveis. Tivemos uma espiral de crescimento onde as empresas contrataram mais, compraram máquinas, aumentaram salários, melhoraram os benefícios.

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O tamanho da sua equipe não está meio “gordinha”?

Em momento de dificuldade, é preciso desacelerar esse processo e redimensionar o negócio.

  • Cortar não é fácil para ninguém

Além do processo de acomodação, existe uma outra coisa complicada chamada proteção. É difícil mandar funcionários embora ou abrir mão de uma linha de produtos ou serviços quando a empresa já está acostumada a trabalhar com eles. Ninguém gosta de passar por uma reestruturação, seja o dono ou os colaboradores.

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É difícil! A equipe que ajudor voce a chegar até aqui!

Na maioria das empresas, os cortes acontecem quando já se chegou a uma situação limite. Aí, a liderança não sabe nem por onde começar e acaba tomando decisões atropeladas. E, de fato, são decisões difíceis de tomar. O dono da empresa ou o gestor precisam ter coragem de dizer que, de três fábricas, passará a operar com apenas uma, ou de 100 funcionários precisará demitir metade, porque o limite para sua operação é de 50 pessoas.

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Não é fácil, sei disso…

  • Redimensione a empresa antes que sua dívida fuja do controle

Um sintoma muito comum encontrado em empresas que chegam a uma situação limite é o alto nível de endividamento. Parte das empresas que teve queda de faturamento, ao invés de fazer uma reestruturação, continuou funcionando como antes e acabou deixando a máquina sangrar demais. Não deixe o problema virar uma bola de neve.

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Você tem que agir antes do pior…quebrar.

Procure um bom abrigo para a tempestade

Imagine um negócio que teve queda de 80% em seu faturamento! A expectativa do empreendedor é que daqui a dois anos a situação do país estará melhor. O ideal é trazer o exército para a base e ganhar fôlego para crescer no futuro. O que isso significa, na prática? Não é apenas trabalhar com corte de pessoas, mas também de filiais ou linhas de produto. A redução pode acontecer em várias frentes.

Quando você está no meio de uma tempestade, é natural que procure o abrigo mais sólido para se esconder. Com a empresa acontece o mesmo. Se um negócio conta com seis linhas de produtos, quando a situação financeira não vai bem, é preciso avaliar quais são as mais rentáveis e desapegar das demais. Pode também acontecer de o produto mais rentável do seu negócio ser responsável por 2% do faturamento. Enquanto isso, há outro produto menos rentável mas que corresponde a 50%. Preserve o seu caixa o quanto puder.

Não existem mais desculpas... Você é seu melhor projeto! NÃO ...
Terceirize o que der e fizer sentido

  • Terceirize algumas funções

Uma alternativa que considero interessante para diminuir os custos da empresa é estimular a terceirização de alguns setores. Pela minha experiência, essa iniciativa pode ser boa para a empresa e para o funcionário que se torna prestador de serviço. Imagine o setor de contabilidade.

Se sua equipe de contabilidade fosse uma microempresa, poderia prestar serviço para você e para outras empresas: teriam a possibilidade de aumentar seus ganhos. Para a empresa que contrata, o custo é menor do que ter funcionários. Além disso, essa outra relação tende a estimular a produtividade. Sendo um microempresário, a pessoa se dedica mais, porque seu ganho é proporcional ao seu trabalho. Na empresa, com um salário estável, a tendência é a acomodação.

Eu já fiz testes nesse sentido – a diferença é gritante. O microempresário produz duas vezes mais que o funcionário. O primeiro ganha pelo volume de trabalho que entrega, enquanto o funcionário terá o salário no final do mês de qualquer maneira, e pode acabar se acomodando em um nível de baixa produtividade.

Quando uma crise se instala, tão importante quanto escolher quem deve ser demitido é ter velocidade na decisão. Isso porque, se demorar a demitir, o empreendedor pode se ver sem caixa para fazê-lo posteriormente. Se, por generosidade ou excesso de otimismo, o empresário decidir manter os empregados, pode ser que, no instante seguinte, se veja sem caixa e sem crédito. E, se a empresa vier a falir, poderá ter de demitir sem pagar os direitos dos funcionários. Uma situação terrível para ambos os lados.

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Equilibre as contas ou morra…

Um passo para trás, dois para a frente
O reequilíbrio da empresa é fundamental para aguentar a briga quando o crescimento voltar. Essa lógica vale para empresas de qualquer tamanho, de um restaurante a um negócio com presença Internacional. Dar um passo para trás pode, no médio prazo, fazer sua empresa dar dois para a frente.

Downsizing não é só para momentos de crise
Quem nunca ouviu a velha máxima: por que mexer em time que está ganhando? Pois a maioria não mexe mesmo, o que para mim é uma pena. De fato, contextos favoráveis dificultam mudanças. Promover cortes em uma empresa que está em boa situação provavelmente vai deixar funcionários incrédulos. São poucas as empresas que conseguem diminuir ineficiências quando os ventos são favoráveis, evitando que os problemas se acumulem. Mas gostaria que mais empreendedores tivessem em mente que downsizing não é só tarefa de empresas que estão em uma situação difícil financeiramente. Toda companhia precisa estar sempre alerta às oportunidades de reduzir gorduras.

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Muita gordura NUNCA é bom!

Tudo isso é muito mais fácil de falar do que fazer. Situações como essas são extremamente desgastantes do ponto de vista psicológico. E as decisões mais difíceis que empreendedores tomam são, inevitavelmente, solitárias. Para fazer uma mudança, qualquer um precisa de uma dose de sangue frio e de muita confiança na decisão tomada. Claro que é possível ter um coach ou conselheiro que ajude nesse processo, que ouça as aflições e dê orientações. Mas no final do dia, é preciso ter coragem de encarar uma situação desafiadora para garantir a perenidade do negócio. É como tomar um remédio amargo: ninguém gosta, mas dependendo da doença, não há como fugir.

Afinal, o que é consultoria? | Blog Voitto
Não descarte o uso de um consultor

Informações práticas importantes

O corte de funcionários é um assunto delicado para qualquer gestor. Afinal, não é fácil comunicar à sua equipe que o número de colaboradores será reduzido, seja devido a um momento de crise financeira na empresa ou por decisões estratégicas.

Para evitar que a demissão seja traumática e garantir que o desligamento ocorra de forma correta e dentro da lei, há algumas medidas que devem ser tomadas pelo líder.

A seguir, vamos falar sobre os cuidados a serem considerados na hora do corte de funcionários. Acompanhe!

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Para esse assunto delicado, seja profissional

Como comunicar o corte de funcionários

Apesar de o corte de funcionários ser uma situação comum no mercado, quando as despesas precisam ser reduzidas ao máximo, é fato que o desligamento causa tensão nos profissionais.

Sendo assim, o líder precisa se basear em argumentos consistentes e procurar tornar esse processo impessoal, a fim de evitar sentimentos negativos por parte dos colaboradores que serão demitidos. É essencial explicar detalhadamente a situação, dizer-lhes que essa decisão não está relacionada ao desempenho deles e ser o mais profissional possível.

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Somos todos humanos num momento terrível, sejamos coerentes

Também é fundamental agradecer aos colaboradores pelos serviços prestados, para mostrar que a empresa reconhece a sua contribuição, e oferecer recomendação profissional quando o funcionário solicitar.

Lembre-se de que a demissão deve ser feita pessoalmente, em uma pequena reunião, e nunca por e-mail, telefone ou redes sociais. Por fim, é preciso cuidar da comunicação interna e informar aos outros colaboradores que os funcionários x não fazem mais parte da equipe e receberam toda a assistência adequada.

Em todas as etapas da demissão, o deve trabalhar junto ao RH; a área de Recursos Humanos orientará de forma correta como conduzir o corte de funcionários. Isso é importante para que o líder não aja despreparado e tome decisões errôneas, que podem até gerar uma ação trabalhista contra a empresa.

Quais são os documentos necessários para a demissão

Assim que a reunião com o profissional demitido terminar, ele deverá assinar os seguintes documentos, os quais são providenciados pelo RH:

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Se vai ser difícil, mostre pelo menos segurança

  • carteira de trabalho, com a data da baixa;
  • três vias do termo de rescisão, com RG e nome do gestor responsável;
  • uma cópia do atestado médico demissional;
  • chave de identificação para saque do FGTS;
  • uma cópia do relatório da GRRF, constando os valores dos depósitos e da multa rescisória;
  • uma via impressa do requerimento de seguro-desemprego feita por meio do aplicativo Empregador Web, com acesso pelo portal Mais Emprego;
  • carta de referência.

Quais são os direitos dos profissionais demitidos

Partindo-se do pressuposto de que o corte de funcionários é um tipo de demissão sem justa causa, então, o colaborador desligado fará jus aos seguintes direitos:

  • aviso prévio — se a dispensa for imediata, o funcionário deverá ser indenizado;
  • 13º salário correspondente aos meses trabalhados;
  • descanso semanal remunerado (DSR), horas extras, comissões, gratificações, prêmios e adicional noturno, quando houver;
  • saldo de salários, que é a fração do salário correspondente aos dias trabalhados no mês da demissão;
  • férias vencidas e proporcionais, quando houver, contando-se a partir do mês em que o funcionário começou a trabalhar;
  • adicional previsto pela CLT de 1/3 incidente sobre as férias vencidas e as proporcionais;
  • rescisão na forma do código 01, para a liberação do FGTS;
  • indenização compensatória de 40% dos depósitos do FGTS e o levantamento do saldo existente na conta vinculada do FGTS;
  • outros tipos de indenização, previstos em acordos de trabalho.
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Assenhore-se do que tem a fazer
  • Vale lembrar que é imprescindível atentar-se aos prazos legais para realizar o pagamento dos itens citados, o que deve ocorrer até o primeiro dia útil imediato ao fim do aviso prévio.

Então amigos(as), espero ter ajudado nesse período tão difícil, mas importante da sua vida empresarial. Siga o roteiro e acosenho tomar sim, decisão. Afinal de contas, arrependa-se do que fez, o pior de tudo é arrepender-se do que nào fez.

Deixo aqui, para voce Inspirar-se, um pensamento do grande Napoleaão Bonaparte, que foi uma das principais figuras da história humana e atuou entre o fim do séc. XVIII e início do XIX. Sua trajetória mudou os rumos do mundo ocidental.

Napoleão Bonaparte, o último grande imperador - Incrível História
Napoleão tomou MUITAS decisões difíceis

Nada é mais difícil e, portanto, tão precioso, do que ser capaz de decidir.

Napoleão Bonaparte

Um abraço a todos, sou Clóvis Luz Pessuti, Engenheiro e Administrador , com décadas de experiência nos mais diversos ramos de administração. Fique a vontade para tirar as suas dúvidas e faça suas sugestões!

Autor Clovis Luz Pessuti

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